Os atendimentos são feitos pelos alunos, supervisionados por professores, através do Escritório Modelo de Assistência Jurídica (Emaj), para famílias de baixa renda.
Tradicionalmente, desde sua fundação, uma das preocupações do Cesul sempre foi proporcionar aprendizado prático do conteúdo estudado em sala de aula. E os acadêmicos de Direito contam com o Escritório Modelo de Assistência Jurídica (Emaj) para realizarem seus estágios obrigatórios. Hoje o escritório está localizado na sede própria da instituição, com uma estrutura moderna para que os alunos possam atuar e, também, o público ser bem atendido. As professoras Isabelle Calliari Monteiro de Lima, coordenadora de estágio de Direito do Cesul; e Raquel Sangaletti Lavratti, assessora jurídica do Emaj; são as responsáveis por acompanhar os acadêmicos e os processos.
O que é o Emaj?
Segundo a professora Isabelle, “É o Escritório Modelo de Assistência Jurídica do Cesul que visa aproximar a teoria de sala de aula da vida profissional do futuro advogado, fazendo com que adquira experiência no atendimento aos clientes, fazendo peças processuais, mediando os conflitos entre os clientes e acompanhando audiências reais.”
O serviço de atendimento existe desde 2003 e prioriza atender a população de Francisco Beltrão em causas relativas ao Direito de Família e casos afins. Os critérios de atendimento são a renda familiar não ser superior a três salários mínimos e não ter bens em seu nome, como imóveis e automóveis. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 13 às 17 horas, e o contato para agendamento é o whatsapp 46-99118-8948.
Em 2024 foram atendidos, aproximadamente, duzentos clientes entre informações, encaminhamentos a outros serviços públicos e processos judiciais movimentados. Em 2025 já passou de 50 atendimentos desde o início das aulas.
Da teoria à prática
O Emaj é uma oportunidade para os acadêmicos colocarem em prática a teoria estudada em sala de aula. “Fazemos as práticas jurídicas, conforme a demanda do escritório. Atendemos à área da família, ações de revisão de alimentos, pensão alimentícia, guarda, tutela… É nosso primeiro contato com o cliente em situação real. Muito produtivo e necessário para consolidar o aprendizado. Proporciona experiência profissional.”, comenta Sônia C. Da Luz, do 7º período de Direito.
A acadêmica Giovanna Mazzaro, também do 7º período, reforça a importância do escritório modelo. “É uma oportunidade única para nós, porque alguns dos nossos colegas ou estudantes de Direito não têm essa oportunidade de atuar em escritório durante a faculdade, porque trabalham em outras coisas e acabam não conseguindo estágio. Nos permite viver a prática jurídica real. As pessoas vão até nós, recebemos a documentação, atendemos, conversamos com eles, estudamos o caso e vemos o que precisa. A partir das informações que nos dão, fazemos a petição inicial. Sempre com supervisão. Temos total liberdade para conversar com eles, mas antes de qualquer decisão, conversamos com as professoras.”
Giovana enfatiza que a experiência adquirida e a estrutura do escritório fazem a diferença na formação. “Além da vivência, desenvolvemos a empatia, raciocínio jurídico, trabalho em equipe, conversando com os colegas e tendo contato com vários casos. E a estrutura me surpreendeu, com sala ampla, computadores modernos, cozinha e sala de espera. Mesmo trabalhando em escritório há um tempo, atuava pouco com Direito de família. Então pra mim o estágio está sendo muito importante.”
