Cesul
Faculdade de Direito Francisco Beltrão

Palestra sobre Justiça Restaurativa

Evento gratuito foi organizado pelo Cesul e Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania.

Cada vez mais têm se discutido formas de rever as punições e correções, em relação à prática de delitos, de modo que a justiça restaurativa está em evidência. Por isso, quinta-feira, dia 9, no Cesul - Centro Sulamericano de Ensino Superior, foi realizada a palestra "A Justiça Restaurativa e suas práticas: aplicações, possibilidades e reflexões", organizada pela instituição e pelo e Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), oferecida gratuitamente. 
A palestra, ministrada pelo psicólogo e delegado da Sociedade Científica de Justiça Restaurativa da Espanha no Brasil, Paulo Moratelli, visou conscientizar o público em geral, especialmente acadêmicos e a rede socioassistencial, acerca da concepção de justiça enquanto valor humano. "É preciso reparar o dano, envolver as partes interessadas, achar uma forma melhor de resolver, de conciliar. Isso gera senso de comunidade, compreensão mútua, responsabilização, gera a oportunidade de mudança. As pessoas podem mudar. E isso pode ser trabalhado desde cedo, nas escolas, com as crianças e refletirá lá na frente. Há muitos processos judiciais; podemos tentar resolver, transformar, mediar. O diálogo é muito importante, mostra possibilidades para rever a historia, reintegrar. É preciso ver o ponto que fez com que tais pessoas agissem assim para tentar voltar ao ponto de como eram antes", destacou o palestrante.
O professor Luiz Carlos D'Agostini Júnior, coordenador do Escritório Modelo de Assistência Jurídica (Emaj) do Cesul, enfatizou a importância de eventos assim: "Trabalhar a Justiça Restaurativa é uma exigência do Conselho Nacional de Justiça, está nos planos de ensino intervir e atuar com a possibilidade de resolver os litígios. Essa palestra vem muito a contribuir. O Cesul se prontificou de imediato a realizar a parceria, pois é muito importante. Vamos cada vez mais cooperar e desenvolver novas práticas e técnicas que auxiliem na resolução dos mais diversificados casos. E o evento foi realmente gratificante. Os alunos gostaram muito". 
Para a acadêmica Claudete Goergen Cancelier, do 8º período de Direito, foi muito proveitoso participar. "O palestrante mostrou quais os benefícios que o uso correto de tais técnicas traz tem para a solução de conflitos, visando uma de forma harmoniosa e definitiva. Comentou que muitos processos se encerram, mas a discussão continua. Quando há conflitos, as ideias se fortalecem. Ele abordou elementos necessários para o desenvolvimento da técnica, suas fases de pré-círculo, círculo e pós-círculo. Portanto, a aplicação prática da Justiça Restaurativa é de suma importância para a prestação jurisdicional", avaliou.
Opinião semelhante demonstrou Camila Comann, assessora do dr. Antônio Evangelista de Souza Netto na 2ª Vara Cível, no Fórum de Francisco Beltrão, e egressa do Cesul. "A palestra foi muito interessante. A Justiça Restaurativa é uma ideia recente, inovadora, que surge para contrapor a tradicional justiça punitiva. Assim, tudo que foi exposto é muito benéfico atrativo para a sociedade, mas, principalmente, para os operadores do direito", disse.

Data: 2017-11-16      Fonte:
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