Alunos do 3º período conheceram a estrutura, vivenciando na prática a disciplina de Teoria da Pena e Execução Penal.
No fim de abril, acadêmicos do 3º período de Direito do Cesul, acompanhados do professor Jorge da Silva Giulian, realizaram visita técnica à Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão com o objetivo de conhecerem na prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula na disciplina de Teoria da Pena e Execução Penal.
O professor Jorge destacou que estas visitas agregam no aprendizado acadêmico. “A visita foi de caráter didático. Vivenciamos na prática conteúdos apresentados em sala. Agradecemos o diretor do presídio e a diretora do Cesul, Daniela Urio Mujahed, pela oportunidade e incentivo. Nossos alunos viram a ala de reeducandos, que são alguns que trabalham na empresa interna. Tivemos palestra sobre a empresa. Foi um dia de muito conhecimento.”

Acadêmicos durante a visita técnica à penitenciária.
Experiência acadêmica
Para os alunos, é uma oportunidade diferenciada de aprendizado. “Nunca tinha entrado em uma penitenciária, não imaginava como funcionava, tanto a questão de segurança quanto a questão administrativa. Vimos a questão dos apenados que utilizam tornozeleira eletrônica. Conhecemos toda a parte da enfermaria e algumas celas, além do local em que tomam banho de sol. Seria interessante levar os adolescentes e jovens para conhecerem, para verem essa realidade com o objetivo de conscientizá-los. Para mim foi uma experiência única, bem impactante. Quero agradecer ao professor Giulian e ao Cesul por proporcionarem esta visita.”, comentou o acadêmico Emanuel Venzo.
A acadêmica Gabrielly Marques Bello também salientou sua experiência. “Me proporcionou uma visão transformadora do sistema prisional, revelando uma instituição que, apesar das restrições do regime fechado, busca a humanização e a ressocialização por meio de ações concretas. Destaco o equilíbrio entre a segurança e a dignidade nos dormitórios, o suporte integral à saúde mental e física, com destaque para as campanhas de vacinação, a garantia de alimentação adequada e o papel central do trabalho industrial na remição de pena e na preparação para o retorno à sociedade. Ao observar de perto o monitoramento tecnológico e o uso estratégico de tornozeleiras eletrônicas na região, a experiência transcende a teoria, consolidando a percepção de que o sistema penitenciário pode ser um espaço de efetiva transformação e reintegração social.”
