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Alunas do Cesul lançam campanha de conscientização sobre a violência contra a mulher

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Acadêmicas do 5º período de Direito realizaram ação impactante no saguão da instituição.

    Algumas das alunas do 5º período que participaram da ação, com a professora Roseli Alves, coordenadora do Curso de Direito.Algumas das alunas do 5º período que participaram da ação, com a professora Roseli Alves, coordenadora do Curso de Direito.

Dia 8 de março é o Dia Internacional da Mulher. Aproveitando essa data, algumas alunas do 5º período do curso de Direito do Cesul (Centro Sulamericano de Ensino Superior) lançaram uma campanha de conscientização sobre a violência praticada contra as mulheres. E a ação foi bem impactante: no saguão da instituição, colocaram um saco de pancada vestido de mulher com cartazes e camisetas sujos com tinta vermelha e mensagens. Além disso, duas alunas com vários curativos, maquiagem de lesões no rosto, braços e pernas deixavam explícitas algumas marcas sofridas.
A acadêmica Thaylla Duarte foi a idealizadora do projeto. “A ideia é relacionada à conscientização de violência doméstica. Como este mês é das mulheres, decidimos fazer uma exposição no saguão da faculdade representando a violência contra a mulher. Expomos camisetas rasgadas que apresentam uma sequência de violências, começando pela violência verbal até a física que, ao final, gerou a morte”.
Ela também frisa que, além de impactar, a campanha visa prevenir e alertar os procedimentos que devem ser tomados. “Fizemos também o violentrômetro, que apresenta várias formas de violência, inclusive o momento que precisa pedir ajuda, se distanciar do agressor – que muitas vezes é o namorado ou marido – enfim, todo e qualquer tipo de violência que envolve a mulher. Quisemos mostrar de uma maneira bem impactante o que muitas vezes deixamos de lado. O Brasil é um dos países que mais há violência doméstica. Aqui, a cada sete minutos uma mulher sofre uma violência e que, provavelmente, 70% das mulheres sofrem ou sofrerão algum tipo de violência doméstica, seja qual for”.
A professora Roseli Michaloski Alves, coordenadora do curso de Direito, destaca que ações assim vêm ao encontro do conteúdo estudado em sala de aula. “Acadêmicas demonstram domínio do conhecimento jurídico no campo dos direitos humanos. Daí a relevância do projeto. E é uma contribuição delas na coibição da violência doméstica e familiar contra as mulheres”.
A acadêmica Carla Karoline Borguetti enfatiza que é necessário realizar trabalhos de prevenção. “A ideia do projeto surgiu justamente com o intuito de passar à sociedade o impacto da violência contra a mulher na atualidade e, também, de conscientizar e prevenir, de certo modo, essa violência. Poder participar dessa ação, mostrando de forma impactante esse tema e a reflexão sobre a violência a mulher, bem como ajudar na prevenção daquelas que de alguma forma sofrem com isso, é gratificante e motivador”.
A acadêmica Tatiana Menon também frisa a satisfação por poder contribuir nessa ação. “Muitos acreditam que a violência contra a mulher é somente todo ato que resulte em morte; entretanto, lesão física, sexual e, até mesmo, psicológica, constituem algumas das principais formas de violação dos seus direitos humanos. Muitas mulheres passam por situações assim diariamente, de forma silenciosa, angustiante, aterrorizante. Com esse trabalho, ao optarmos por algo mais chocante, queríamos chamar a atenção da sociedade e, quem sabe, poder ajudar tais vítimas a não se calarem diante dessas agressões. Poder contribuir por meio desse projeto é algo imensurável”.
A diretora da Faculdade de Direito Francisco Beltrão – mantida pelo Cesul –, Daniela Urio Mujahed, elogia as alunas pela iniciativa. “Elas estão de parabéns por se preocuparem com um assunto que está cada vez mais em evidência. E o mês é oportuno. A instituição deu todo apoio assim que o projeto nos foi apresentado, pois é um dos focos do Cesul estar envolvido com atividades ligadas aos Direitos Humanos”.

Para refletir
Todos que passavam pelo local ficavam impressionados com a cena, pois os fazia refletir. “Foi impactante passar por aqui e ver tais cenas, porque isso acontece em muitos lares. A sociedade precisa intervir, precisa ter mais ações para encorajar as mulheres a denunciar e buscar seus direitos. Esse choque é necessário para a sociedade”, comentou o acadêmico Evandro Lucas.

 

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